Cá estou eu novamente, dentro da sala de aula, acabei de voltar do coffee, que hoje estava desanimador!

Será assim todos os dias, até às onze da noite até dia dezesseis de Dezembro!

E com medo de passar o reveillon aqui em Sampa!

Os três homens da minha vida!

Essa noite sonhei com os três homens da minha vida. É isso mesmo, três!

Desses três, dois chamam Rafael e um é meu pai!

Posso decsrevo-los assim:

- Pai: Criatura que realmente era muito anjo e de coração muito puro para viver entre nós e no meio de pessoas tão pobres de espírito e tão mal intencionadas. Alguém que tinha sentimentos nobres em período integral. Não conseguia sentir raiva, ódio, rancor, ou qualquer outro sentimento ruim. Me acolhia de forma tão intensa, que até hoje, anos depois dele ter ido embora desse plano, ainda posso fechar os olhos e sentir o calor do seu colo, o aconchego das suas palavras, a mão leve com que me fazia carinho, o cuidado que tinha comigo, o respeito que me oferecia e o tanto de coisa que me ensinava, basta eu fechar os olhos, vem tudo aqui, na minha memória mais recente...

- Rafael 1: Podia acariacia-lo mesmo quando ele era um feto. Já o esperava no mundo, super ansiosa e cheia de alegira em recebe-lo. Amor da minha parte não iria faltar para esse ser tão pequenino. Não deu outra! Ele veio, me trouxe luz, alegria e os meus laços com ele se estreitaram cada vez mais e mais. Era meu companheirão. Houve a época em que nos desentendíamos bastante, mas não por falta de amor, mas por infantilidade. Que bom que no tempo certo, afinal éramos crianças. Hoje o carinho só aumentou, junto com amor, compreenssão e mais um montão de coisas que nos une tanto e faz com que nós consigamos nos entender sempre mais. É o homem que mais confio hoje! Sei que ele nunca vai me trair. Também posso fechar os olhos e lembrar com uma pitada de nostalgia da nossa doce infância...

- Rafael 2: Não consegui ver os três homens da minha vida juntos, porque esse, quando surgiu, meu pai já havia ido embora. Aliás, poderia dizer que o Rafa apareceu na minha vida no tempo certo para cuidar de mim e oferecer um colo tão aconchegante quanto o do meu pai, mas é claro que aconchegante de forma diferente. Amores diferentes também! Só não afirmo convicta que esse mocinho apareceu na minha vida no tempo certo, porque tenho a impressão de que se nos conhecessemos hoje, ficaríamos muito mais tempo ainda juntos. Ficamos três anos juntos. O Rafa foi meu grande ídolo. O principal sentimento que me faz amar tanto alguém eu tinha por ele: admiração. Junto havia muito respeito, carinho, compreenssão, cumplicidade, tesão, paixão, fidelidade, gratidãoe etc, etc, etc...Gratidão por ele ter me ensinado tantas coisas, por ele ter me apresentado diferentes maneiras de viver e sorrir, por ele ter me apresentado um mundo bem diferente do que eu vivia e gratidão por ele ter me dado a certeza de que por pessoas como ele e mais uma série de coisas, a vida vale muito a pena! Se eu fechar os olhos? Nem preciso fechar! As lembranças ainda aparecem na minha memória de forma muito carinhosa, muito recente e sem melancolia, o que é melhor ainda...

Filho de peixe, peixinho é!

O que se espera da mãe de uma criatura que sonha com o Roberto Jefferson comprando tecido?

Pois é, essa noite Mommy sonhou com a Xuxa e a Sasha na minha casa, se vestindo para dormir em casa e tudo mais.

A loucura deve ser hereditária, mas mamãe é um pouco mais fútil, como vocês podem notar. hehe

Aflita

Me dá aflição ver jogo quando meu time está perdendo!

Queria fazer um post bem legal, mas esse teclado de casa é uma meleca!

Filhas: Que dificuldade cria-las!
- Me fala, como está a vida, o colégio, os amigos, passeios...ta namorando?
- Ah, está tudo bem. Eu não gosto muito desse colégio que estou estudando, não, mas não tenho outra opção.
- Mas você tem uma turma lá?
- Tenho sim. Só namorado mesmo que eu não tenho porque minha mãe não libera.
 
A mãe olha para a filha com um olhar repressor e eu interrompo o olhar:
 
- Mas com quantos anos você está?
- 15
- Ah! Já está numa idade legal para namorar.  
 
A mãe que até então estava quieta interrompe:
 
- Eu não ligo que namore, mas tem que ser na hora certa.
 
Eu, orgulhosa, retruco:
- Meu primeiro namorado eu tinha 14 anos. Namoramos mais de um ano.
 
O papo continuou...
 
Ops, será que minha mãe olhou no manual que veio comigo quando nasci o período certo para namorar?
 
Essas palavras foram colocadas como se a menina que namora deixasse de lado toda a vida para viver apenas em função de um homem. Como se a menina que namora deixasse de ser uma pessoa digna de respeito.
 
Não é bem assim, aliás, não é nada assim!  Os melhores momentos da minha vida foram quando comecei a namorar. Conheci novos lugares, novas pessoas, culturas diferentes, passeios maravilhosos, eliminei diversos preconceitos que existiam na minha cabecinha oca, aprendi a conviver com as  mais variadas diferenças, aprendi a aceitar as pessoas, fiquei mais estudiosa e dedicada porque tinha ao meu lado alguém que me incentivava muito, aprendi a não julgar as pessoas e nem querer muda-las e assim vai...poderia colocar aqui milhões de coisas que mudei para melhor desde que comecei a namorar.
 
O fato de eu ter começado a namorar cedo, não me faz nem melhor nem pior do que ninguém, mas me faz uma pessoa com mais bagagem e experiência de vida, mesmo que não seja tanta. Tive ao meu lado, pessoas que só somaram coisas positivas na minha vida e isso só me fez bem. Conheci essas pessoas especiais, graças a liberdade que eu sempre tive de sair, viajar com amigos, ir a festas, danceterias, bares, enfim! Agora, me explica: Como alguém vai conhecer pessoas legais, de diferentes mundos, se não sai nunca do seu próprio mundinho?
 
Essa super proteção, essa história de acreditar que a filha será sempre uma princesa intocável, só deixa a pessoa fragilizada e muitas vezes acaba causando justamente o que os pais não querem: afastar os filhos.
 
A filha que é sempre superprotegida, muitas vezes, na primeira oportunidade que tem, casa só para ter mais liberdade, vai morar com alguém que nem sempre a faz uma pessoa feliz, mas pelo simples fato de se livrar da gaiola que os pais a colocam ela sai de casa e vai viver sua vida, do seu modo. Pronto, a besteira está feita. A filha casou super cedo, não consegue fazer a faculdade porque tem que dividir as despesas de casa com o marido, ou então o marido não tem condições de bancar a casa e a faculdade da esposa ao mesmo tempo, não consegue viajar e conhecer lugares, a menos que o marido tenha excelente condição financeira e a esposa disposta a ser sustentada pelo mesmo.
 
O caso pode virar uma bola de neve e a esposa que se acomodar pode virar uma eterna dependente (não só financeiramente falando) do seu marido.
 
Muitas vezes esse é o resultado de falta de confiança e caretice dos pais em relação às filhas. Por mais que os pais queiram o bem dos filhos, as vezes terminam prejudicando, claro que sem querer, e repetindo os erros que foram cometidos na sua própria criação.
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